quarta-feira, 22 de junho de 2011

Minha Princesa

Olá pessoal,

Mais um post sobre a trilha da novela Cordel Encantado.

Adorei a abertura e a música caiu perfeitamente. O começo é o homem falando da sua princesa, bela e que gerou um amor profundo nele. Depois a mulher fala de seu cangaceiro, teu guerreiro, cujo braseiro lhe queimou (amor :P) E finaliza com os destinos entrelaçados dos dois.
Ou seja, é a sinopse da novela :) Muito legal. Pelo que achei na net a música é de Gilberto Gil, cantada por ele e Roberta Sá. Ele muito bom, como sempre, ela é boa, porém tenho minhas ressalvas, quando ela surgiu achei ela muito parecida com tudo que já existia, senti falta do novo, Não consigo achar ela maravilhosa, mas é gosto :P

A música está linda :)

Minha princesa
Gilberto Gil

Minha princesa
Quanta beleza coube a ti
Minha princesa
Quanta tristeza coube a mim
Na profundeza
O amor cavou
O amor furou
Fundo no chão
No coração do meu sertão
No meu torrão natal
Meu berço natural
Meu ponto cardeal
Meu açucar, meu sal

Oh, meu guerreiro
O teu braseiro me queimou
Oh, meu guerreiro
Meu travesseiro é teu amor
Meu cangaceiro
Que me pegou
Me carregou
Que me plantou no seu quintal
Me devolveu
Minha casa real
Minh'alma original
Meu vaso de cristal
E o meu ponto final
Nossos destinos
Desde meninos dão-se as mãos
Nossos destinos
De pequeninos eram irmãos
E os desatinos
Também tivemos que vivê-los
Bem juntinhos
E os caminhos
Nos trouxeram para este lugar
Aqui vamos ficar
Amar, viver, lutar
Até tudo acabar



A segunda música é Chão de Giz, de Zé Ramalho, famosa e maravilhosa :) É música tema de Petrus, irmão do rei, que foi colocado em uma máscara de ferro pela esposa para que fosse dado como morto, pois ela queria matar a princesa e, com isso, deixar o trono para sua filha. Ele é um personagem perturbado, que está tendo fleches de memória, reaprendendo a falar e se apaixonando por uma mulher casada, Florinda.

Zé Ramalho como sempre, o melhor intérprete dessa música.

Chão de Giz
Zé Ramalho

Eu desço dessa solidão
Espalho coisas sobre
Um Chão de Giz
Há meros devaneios tolos
A me torturar
Fotografias recortadas
Em jornais de folhas
Amiúde!
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes
Eu vou te jogar
Num pano de guardar confetes...
Disparo balas de canhão
É inútil, pois existe
Um grão-vizir
Há tantas violetas velhas
Sem um colibri
Queria usar quem sabe
Uma camisa de força
Ou de vênus
Mas não vou gozar de nós
Apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom...
Agora pego
Um caminhão na lona
Vou a nocaute outra vez
Prá sempre fui acorrentado
No seu calcanhar
Meus vinte anos de "boy"
That's over, baby!
Freud explica...
Não vou me sujar
Fumando apenas um cigarro
Nem vou lhe beijar
Gastando assim o meu batom
Quanto ao pano dos confetes
Já passou meu carnaval
E isso explica porque o sexo
É assunto popular...
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais estou indo embora!
No mais!...




Bjos a todos

2 comentários:

  1. A novela está ótima.
    Seria perfeito se a o autor explorasse mais a literatura de cordel, como forma de divulgação.
    Poucas pessoas conhecem esta forma de literatura tão popular. Uma idéia seria colocar na novela como personagem, um poeta popular de literatura de cordel (que poderia ser um artesão ou um tocador de viola ) e relatasse em tom humorístico, em forma de verso e prosa que poderia ser cantada (repente) ou falada, os acontecimentos da cidade de Brogodó. Ja que existe um pastor, porque não um poeta popular tipo Patativa do Assaré. Seria muito interessante.
    Um abraço a todos.

    ResponderExcluir
  2. Concordo anônimo, poderia ter um personagem que fosse como um narrador, e só falasse em versos, poderia ser um ser misterioso ,quem sabe?

    ResponderExcluir